O que você pensa sobre mim?

Por vezes nos preocupamos demasiado com a imagem que o outro faz de nós, o que ele pensa a nosso respeito. Essa preocupação, por vezes constante, nos engessa, nos tende a colocar em padrões que não são nossos. Para agradar o outro, nos desagradamos, para fazer o que o outro espera, fazemos o que não gostamos. Queremos que o outro seja como o espelho dos desejos, ou seja, refletir o mundo encantado que imaginamos. MAs em verdade o que importa o que o outro pensa sobre você?

Sem controle do pensar alheio

A realidade é um pouco diferente disso. Mas a boa notícia ou má, depende de como cada um interpreta, é que, o que o outro pensa sobre nós, não depende de nós. Independente do que faça, o outro vai pensar o que ele quiser, e não o que você quer. Você pode fazer algo com a melhor das boas intenções, e mesmo assim não agradar. Por outro lado, você pode pensar que “pisou na bola”, e o outro achar que você se saiu muito bem.

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A imagem que fazem de nós é como uma foto. Alguém tira essa foto e tem a imagem do momento, logo em seguida, tira outra foto e já será diferente. Uma imagem que você não poderá ver, que jamais terá acesso. É o outro quem escolhe todas as variáveis, os tons, as matizes, os pano de fundo, e além disso, o pega desprevenido. O que você pode fazer contra isso: nada. Tudo o que não depende de você, só o que pode ser é espectador.

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Quando o outro fala sobre você, fala muito mais dele

O que o outro pensa sobre nos está contagiado pelo mundo interno do outro. Como ele está, como enxerga a vida, se está em um bom dia, ou em um péssimo dia. Se está de bom ou mau humor. Quando o outro fala sobre você, fala muito mais dele. Não é você, é o que ele pensa sobre você; não é você, é o que ele vê em você. Ou seja, depende só dele. É provável que amanhã ele terá outras impressões. Por isso não sofra, não se mude pelo outro, nem tente prever as oscilações de percepção do outro.

Faça o que de ti depende, e depende de você fazer o seu melhor, depende de você ser justo, ético. Depende de você ser virtuoso, respeitar, ser prudente, sincero. Ou você pode resumir tudo, e agir simplesmente com amor, o amor faz as vezes de todos os virtudes e de todos os sentimentos. Essa é a sua parte na relação com o outro, é o que de ti depende. Quanto ao julgamento do outro, já não mais depende. Cada um tirará suas próprias conclusões. Portanto, tão melhor é o que você pensa sobre si mesmo, e se esse parecer lhe é aprazível.

Odair J. Comin
Psicólogo Clínico, Especialista em
Hipnoterapia e Escritor.

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