Desculpas não Aceitas

Que ninguém sinta-se culpado ao ler este texto, essa não é a intenção. Mesmo porque, é sobre desculpas. Mas, para falar de desculpas, temos que nos ater à culpa, que basicamente acomete aqueles que acreditam ter feito algo errado. Chegam a essa conclusão, baseados em um conjunto de normas e verdades estabelecidas por si mesmo, ou com mais frequência pela sociedade, família ou religião. Fiz algo que não devia, com isso me sinto culpado. A culpa não é um sentimento bom de se sentir, nos faz mal, nos corrói, nos faz sofrer, por certo uma autopunição.

Como todos sabemos, para todo veneno há um antídoto, e para este, criou-se a desculpa, basta uma dose e a culpa é mitigada, estou livre – simples assim. Por vezes ela é um santo remédio e concordo em receitá-la. Por outro lado, ela pode ter um efeito devastador, paralisante. Tornar o acometido em um ser passivo, dependente, estagnado, produz-se a vitima.

A desculpa costuma nos colocar em lugares pouco honrosos. Nos adestra feito animal de circo, e nos torna a sensação do publico: “ah! Coitado” gritam em uníssono. “Mas ele é tão fraquinho, coitado, precisa de ajuda”. “Mas é que ele não consegue fazer sozinho”. “Ah! Mas a vida não deu chance à ele”. “Mas também, o que se pode fazer com esse governo, esse salário, essas condições, essa mãe, esse pai…” E a lista segue. Tudo o que a vítima da desculpa elicia no outro é a pena. Que pena ser refém da desculpa.

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Culpas e Desculpas

Este sim, talvez seja o lugar mais baixo que alguém possa se colocar, o pior patamar para um ser humano que teria toda possibilidade de estar em outras condições. Para ser digno, reconhecido, ter sucesso, ser feliz. Não quero aqui julgar como cada um se colocou no lugar de vítima ou foi colocado, a vida as vezes se mostra bastante dura. Todavia, sair desse lugar, na grande maioria das vezes só depende de você. É a frase repetida de diferentes formas, por diferentes grandes homens: “não importa o que fizeram a você, importa qual será sua atitude frente a isso”. Não direi que é fácil sair desse lugar, mas direi que é possível. Todos somos capazes de resiliência, de soerguer-se da areia movediça da inércia. De dar a volta por cima, como repete o senso comum.

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Para tanto é preciso atitude. Coragem pois, à aqueles que se aventuram nessa jornada. Todos queremos chegar ao topo, nem todos aceitam enfrentar a escalada. Contudo, saiba que os que chegaram lá, de uma forma ou de outra, fácil ou difícil, enfrentaram a subida. E certamente não foi com desculpas que conseguiram. Antes sim, a renegaram, sejam elas: as críticas, o cansaço, a falta de reconhecimento, o frio, o calor, a chuva, o sistema, a favela, a falta de oportunidade, o salario baixo, o chefe perverso, o trânsito, o azar.

Não importam as desculpas, ou você as renega, ou estará fadado ao fracasso, ao mísero lugar de vítima. Numa jornada não há derrota nem fracasso, há resultados, e aprendemos com os resultados. Podemos assim mudar, tentar algo novo, e jamais desistir. O sucesso premia os corajosos, os bravos, os que continuam até o fim. Não é o destino que faz o homem, é o homem que faz seu destino. Siga em frente…

Odair J. Comin
Psicólogo Clínico, Especialista em
Hipnoterapia e Escritor.

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