Liberdade e Livre Arbítrio

Talvez a liberdade de ação seja a mais difícil de conseguir, pois não depende apenas de nós…

Liberdade parece não combinar com limites, entretanto, sem limites não há liberdade. O adolescente quer mais liberdade, porém sem alguns limites dos pais ou da sociedade nunca será livre. A liberdade deve ser encarada de forma diferente em distintos ambientes. Ser livre não é fazer o que bem entendemos, antes, é preciso ter consciência desse querer e para quê se quer. O adolescente precisa de limites porque talvez ainda não saiba ser livre.

Muitas vezes, dependendo da situação somos obrigados a abolir nossa liberdade. No trabalho somos cerceados todos os dias de forma intensa pelo chefe, que a toda hora cobra mais e mais desempenho, mais e mais trabalho, mais e mais resultado. Fulano percebe-se “escravo” e tolhido em seus direitos, pode até pensar em deixar o emprego. Ao mesmo tempo em que lembra-se da família, da mulher, dos filhos que precisa sustentar. Como fica a liberdade neste momento? As pessoas acordam todas as manhãs, trabalham durante o dia, dormem durante a noite e sonham serem livres. Mas na realidade, esta liberdade não passa de uma jaula com barras invisíveis. Talvez a liberdade de ação seja a mais difícil de conseguir, pois não depende apenas de nós, temos o outro, temos a sociedade, que em prol da liberdade de alguns, escravizam muitos outros.

A espontaneidade do querer depende muito mais de cada pessoa em si. É querer o que se quer, e portanto, não querer outra coisa. É poder estar com a mulher que ama e não querer estar com outra. É querer estar de férias no campo e não querer estar na praia, é estar estudando Robótica e não querer estudar Medicina. Para isso a autoconsciência tem papel primordial, sem ela essa liberdade do querer não é possível, porque ambas caminham lado a lado. Se quero trabalhar em determinada empresa, se foi eu quem a escolhi, quero livremente, se quero fazer Robótica, foi eu quem escolhi, portanto, uma escolha livre, quero o que quero.

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O livre-arbítrio na verdade vai falar sobre escolhas, “ser capaz de querer outra coisa que não a que se quer”, diferente de querer isso e não querer algo diferente, mas sim ter possibilidades de mais escolhas se caso a primeira opção não der certo. Esta também depende de cada um, todavia nem por isso fácil, pois exige um conhecimento de si ainda maior. Conhecimento não só para querer o que se quer, não só para ser capaz de criar novas possibilidades, mas também como fará isso e que conteúdos deverá aprender para que essa liberdade de pensamento ocorra. Entretanto, talvez a questão primeira não seja discutirmos sobre livre-arbítrio em si, se as pessoas têm ou não, ou se elas devem ter ou não, antes sim, discutirmos o que precede o livre-arbítrio e as outras formas de liberdade.

Discutirmos sobre a educação do ser humano e como ele é encarado pela sociedade, em que tipo de ambiente ele cresceu e cresce. Quais são e quais foram as aprendizagens que teve durante a vida. Se crescemos aprendendo e tendo uma concepção de liberdade aprendida com a família e a escola, e agora a sociedade nos impõe coisas que não são nem um pouco livres, o que fazer? Vivemos numa sociedade utópica criada por alguns modelos de mundo que não passam de aparências. Na verdade não passam de um caleidoscópio refletindo o que a sociedade ou as pessoas esperam de nós, com obrigações disfarçadas de livre escolha.

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