Saúde Financeira: Projeto família adiada

Seja pelo avanço da medicina, pela prioridade atribuída à carreira, para usufruir mais da independência, pelo adiamento do casamento, entre outros motivos, o fato é que as pessoas, nos últimos anos, passaram a ter filhos mais tarde.

Para o professor de finanças da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) Eli Borochovicius, uma das vantagens em ter filho mais velho é que, teoricamente, os pais estarão mais maduros emocionalmente e profissionalmente. Porém, “ter uma boa reserva é fundamental. Por isso, é tão importante falar de educação financeira com todos os membros, inclusive com as crianças. Cada geração possui um perfil de comportamento financeiro. A geração mais nova, a “Alfa” é extremamente imediatista. Eles precisam, por exemplo, ser instruídos sobre a importância da previdência privada”, comenta Borochovicius.

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Para a psicóloga Ana Beatriz Cintra, autora do livro “Mudando sua história”, comenta que, espera-se que com o passar dos anos a pessoa amadureça, mas essa relação entre maturidade e idade não tem ligação assim tão direta. “Por essa razão, pode ser que, mesmo com a idade, a pessoa ainda não esteja estável nem financeiramente e nem profissionalmente. Isso sem considerarmos a instabilidade econômica que até então nosso país vivia e não está livre de voltar a viver, como recentemente economias que pareciam sólidas e estáveis, se abalaram. O jovem que retardou o desejo de constituir uma família e gerar filhos esperando adquirir estabilidade e segurança pode ser pego de surpresa e frustrado em seus planos e não ser nem mais jovem e nem estável”, analisa.

O psicólogo clínico e autor do livro “Mestre das Emoções”, Odair J. Comin, aponta como vantagem em ter filho com idade mais avançada a grande possibilidade do alcance da maturidade e mesmo da estabilidade financeira. “Por já ter conquistado muitos objetivos, por vezes, o casal poderá dedicar mais tempo ao filho. Além de sua experiência com a vida facilitar na formação dessa criança”, diz.

Aposentadoria x padrão de vida

O momento da aposentadoria, para muitos brasileiros, acaba gerando uma queda de padrão de vida, pois a falta de planejamento financeiro no passado compromete o presente do profissional que encerra suas atividades laborais. E para quem teve ou pensa em ter filho com idade avançada é preciso ter um cuidado redobrado.

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Nesse caso, Comin aconselha o casal a se preparar para ter ganhos extras ou conduzir os gastos sempre dentro do limite possível. Para ele, independente do quanto se ganha, o mais importante é o limite que se impõe. E cabe aos pais mostrar isso desde cedo, para que na adolescência o padrão de limite já esteja estabelecido.

Borochovicius diz que pensar no futuro evitará problemas sérios para a família e para o próprio aposentado, pois ao crescerem os seus filhos terão suas questões e prioridades para resolver. Se o cuidado da reserva não tiver sido tomado não adianta ficar com culpa, afirma o professor.

“Se o padrão vai cair, é preciso encarar e usar a situação como lição, inclusive para o filho. Uma conversa franca, repensar orçamento e não gastar o que não tem será a saída para todos”, diz.

Fonte: Portal Previ.

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