Casamento x Vida de solteiro | Entrevista com Dr. Odair Comin

Entrevista sobre Casamento x a Vida de Solteiro com *Dr. Odair J. Comin concedida à Revista Foco para a jornalista Wemerson Santos.

1 – Até que ponto a solteirice ou uma vida a dois é benéfica?

OJC: Ambas tem seus pontos positivos e negativos, assim como as diferentes escolhas que são feitas. Tais pontos são algo subjetivo, pois dependendo de como cada indivíduo vive essa escolha, terá um escopo próprio. Quem está de fora facilmente poderá pontuar com seu parecer, mas isso é a partir de uma visão externa, portanto, não tem uma validade justa. O mais importante é aproveitar o máximo, usufruir o melhor de cada estagio da vida.

Estar bem com o que lhe é presente, solteiro ou casado. Se o indivíduo está casado e queria estar solteiro e vice versa, então é provável que esteja infeliz, e quando mudar de lado, continuará infeliz. Pois têm dificuldade de conectar-se com o presente. É certo que toda escolha requer uma renúncia, mas até ai nada mais natural. Viva pois, o melhor de cada fase e olhe o mais perto possível de si, pois é onde a sua vida realmente acontece.

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2 – Homens e mulheres estão adiando cada vez mais o casamento em nome do crescimento profissional. Em linhas gerais, pessoas que tendem a apostar na carreira são menos ou mais felizes do que pessoas casadas que não se preocupam tanto com a carreira?

OJC: As pessoas felizes são aquelas que estão contentes e aceitam com naturalidade sua escolha. Qualquer pessoa que queira estar em outro lugar, diferente de onde está, se sentir infeliz Sucesso profissional não garante felicidade no casamento, assim como o contrário também é verdadeiro.
Aquele que escolhe primeiro a profissão, poderá se sentir realizado pelas conquistas, pelo sucesso. O que escolhe o casamento, da mesma forma, poderá desfrutar da felicidade de ter uma família.

Ao mesmo tempo, se olharmos estritamente para a natureza humana, a possibilidade de uma felicidade duradoura, será mais facilmente percebida naqueles que amam e são amados, seja por parceiros ou filhos. A carreira preenche uma etapa das transições humanas, mas certamente não é suficiente, a vida vai muito além de trabalhar. Portanto, o ideal é que se possa programar de tal forma que possa passar por todas as etapas. Assim se sentirá mais completo. Mais cedo ou mais tarde, é uma questão de estratégia. Faça suas escolhas cada uma no seu tempo, apenas não deixe de escolher.

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3 – Do ponto de vista psicológico, por qual razão os casamentos hoje são cada vez mais passageiros?

OJC: Não só os casamentos, tudo nos parece cada vez mais passageiro. Podemos chamar isso de a “ditadura do novo”. Cada vez mais o ser humano transita de forma fugas por tudo o que vive. Tudo é descartável, o de ontem não serve para hoje, o de hoje não servirá amanhã. Nos tornamos errantes à moda dos ciganos. “Novo isso”, “novo aquilo” é o grito de guerra. Passamos pelas coisas, nada nos detém, nada nos mantém, não há profundidade, só há perenidade. O individualismo brada em alta voz, a intolerância um escudo sempre requisitado. Mais fácil comprar novo que concertar. Mais fácil começar uma relação nova, que discutir sobre a antiga.

Os casamentos passageiros são apenas um reflexo de tudo que é visível em nossa sociedade moderna, de gerações que são definidas por letras. A transitoriedade é a palavra de ordem. Quando algo é feito com frequência e por um grande número de pessoas, dizemos que isso é normal. Portanto, normalidade tem a ver com maioria, e o que a maioria escolhe torna-se verdade. Na medida em que aceitamos tal verdade ela começa a ser reproduzida, e ganha proporções por vezes imensuráveis. As relações não são mais medidas pela consistência, pela profundidade, e sim pela quantidade. E para ter quantidade, só mesmo sendo rápido. Esquecemos que a vida é para ser degustada, e não para ser devorada.

*Dr. Odair J. Comin
Psicólogo Clínico, Especialista em
Hipnoterapia e Escritor.

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